sábado, 13 de janeiro de 2018

Finais de ciclos

Quando ciclos chegam ao fim sempre existe alívio ou tristeza, depende do ciclo, das pessoas ou coisas envolvidas, mas principalmente das expectativas geradas desde o início. Estamos vivendo exatamente um encerramento, de um ciclo que iniciou em 1996, são 22 anos de expectativas que infelizmente foram por água abaixo. Existem culpados? Não diretamente, se tem um culpado podemos dizer que foi a falta de dinheiro, que não propiciou mais momentos de lazer. Podemos dizer tb que foi a falta de coragem, de lutar por objetivos e enfrentar os obstáculos. Podemos dizer que foi a falta de fé, de acreditar que Deus está presente nas pequenas coisas, mas principalmente dentro de nós. Podemos dizer que foi falta de companheirismo, para entender que uma andorinha só não faz verão. Podemos dizer que foi falta de maturidade, para deixar de lado as fantasias e entender que não são mais filhos, e sim pais de família. Podemos dizer que foi falta de empatia, pela falta de tato em identificar as necessidades alheias. Podemos dizer que foi falta de muitas coisas, menos falta de amor, um amor que foi sufocado por tantas faltas, um amor que não foi forte o suficiente para enfrentar batalhas cruciais e decisivas. Um amor que era tão forte e que ficou tão fragilizado ao passar dos anos. E agora, este ciclo precisa ser fechado, finalizado pelo bem dos frutos gerados através deste amor sensível que se perdeu não se sabe onde, se é que se perdeu. E que Deus abençoe a todos e dê coragem para quem precisa mostrar seu potencial e força para quem não se acha forte. 2018, ano de recomeços?!

domingo, 19 de novembro de 2017

Quando nos damos conta

Quando fazemos a escolha mais impactante na vida de um ser humano, que é ser mãe ou pai, não imaginamos o tamanho das transformações que essa viagem louca nos proporciona. Muitas subescolhas, não menos importantes, teremos para o resto da vida. Na maioria das vezes começamos pelo nome, o tema e estilo do quarto, o enxoval, o médico, a maternidade, o plano de previdência quando possível...sem contar  nos planos para o futuro, imaginamos a carreira que terão, o casamento, os netos... Muitas vezes idealizamos tanto que não nos damos conta que os filhos são nossos filhos e não nossas propriedades. Eternamente nossos filhos do mundo! Acontece que de tanto idealizar o longe futuro, acabamos esquecendo de viver o presente, e quando nos damos conta, o tempo passou. Ouço sempre uma amiga psicóloga dizer que quando eles são crianças fofas temos aquela vontade enorme de morder, de comer e colocar eles na nossa barriga novamente e que quando crescem pensamos o porque não fizemos isso mesmo. Ironias a parte, o fato é que nos nossos planejamentos e idealizações esquecemos de uma fase crucial para que aquela coisa fofa se torne aquele filho bem sucedido emocional e profissionalmente. A fase da adolescência! Estou para conhecer alguém que durante a gravidez pense em cursos, palestras ou simplesmente buscar informações sobre como lidar com os filhos nessa fase, pensamos tanto em como trocar fraldas, dar banho, passar pelo terrible two, na escolha da melhor escola para preparar para o vestibular e na adolescência nada! Sim, concordo que na gestação pode ser cedo demais para pensarmos tanto assim na adolescência, mas também ser alheio a isso, dizendo "não estou preparado para essa fase" não ajuda em nada. Faço parte desta estatística, se é que existe, do grupo de pais que pensaram que a adolescência demoraria para chegar, que saberiam como lidar com as situações que dela decorrem por já terem passado por essa fase, que imaginaram conhecer tudo sobre essa geração sem se darem conta que as gerações mudam rapidamente de um ano para o outro. Enfim, sou mais uma das mães que prorrogaram buscar informações achando que o tempo pararia para nos esperar. E aí meu amigo, percebemos que  seus beijos e abraços já não parecem ter tanto sentido, que sua presença parece não ter mais o efeito prazeroso de antes. Quando isso acontece, percebemos que já não somos mais aquele jovem que achava saber tudo do mundo, e quem acha isso agora são os nossos filhos. Somos taxados de os velhos que não sabem de nada, de fato não sabemos, não sabemos o que passa na cabeça deles e isso nos deixa tão mal que a vontade de pedir desculpa aos nossos pais por fazê-los sofrer em silêncio é gigante. Na verdade, a única coisa que queremos é sentir que ainda somos úteis na vida deles. E então, deixamos e sofremos calados ou ficamos em cima cobrando atenção? É, o maior problema do relacionamento entre pais e filhos adolescentes são os pais, que sofrem, mesmo que digam o contrário, com o ninho vazio. Ah se os filhos soubessem o quanto eles nos fazem falta...

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cada minuto!

Essa semana estou de férias, como a Bella já retornou à escola então estou só com o Davi. Planejei acordar tarde, descansar e tirar soneca de tarde, passear na praia, mas nada disso deu certo. Fui buscar a Bella no colégio, trabalhei uma das tardes, tomei café com amigas, fiz a horta da minha mãe e ganhei uma tattoo que eu queria tanto por isso, cuidei da casa, recebi o amigo do Davi em casa, passei uma tarde com meu sobrinho, almocei com o Davi no shopping e mais algumas coisas estão para acontecer, nada planejado, no maior estilo carpe diem. Mas tem uma coisa que marcou demais essa semana, o tanto que estou curtindo meu filhote, fazia tempo que não ficávamos tão juntinhos assim, com tempo de sobra, para chegar ouvir dele "para de me beijar, mamãe". Conversamos bastante, rimos muito, fizemos bobeiras, comemos besteiras...o ápice disso tudo foi quando numa conversa para lá de maluca, perguntei para que serviam as mães, a resposta foi a mais encantadora possível:
"As mães servem para nos proteger quando estamos em perigo e para nos amar"
Preciso dizer que quase infartei de emoção? Estou tentando curtir ao máximo essa última fase da infância dele, passa tão rápido mesmo, que logo ele estará como a irmã, passeando com os amigos, namorando e distante o suficiente para me deixar morta de saudade dos beijos e abraços ao mesmo tempo que sinto alegria em ver seu DESenvolvimento.
Vida de mãe é assim mesmo...padecer no paraíso!
Bella e Davi, amo vcs!!!

domingo, 14 de maio de 2017

Dia das mães

A gente se emociona dias antes com os comerciais de TV/internet, idealiza aquele almoço de domingo caprichado, os filhos fazendo cartinhas de amor, receber não aquele presente que vc tanto queria, mas ao menos um, escolhido com a ajuda deles. Esperamos, ao menos neste dia, um reconhecimento de tudo o que é feito, um agradecimento por todas as vezes que nos colocamos de lado para atendê-los. Todas as noites de sono que perdemos, todos os momentos de sossego que não temos, chegarem casa depois de 10h fora e ainda ter que cozinhar o jantar e o almoço do dia seguinte, fazer tarefa de casa com os filhos, lavar a louça e o uniforme e ainda encontrar tempo para estudar, usar o final para faxinar sozinha e torcer parte sobrar um tempo. Não, não fazemos tudo o que fazemos esperando algo em troca, mas para que uma data como essa senão para que todos tenham um momento de gratidão? Pois é, essa história de dia das mães ser todos os dias é só uma desculpa para não ter nenhum dia de gratidão e reconhecimento. Tirar foto com a mãe para ser "normal", e em casa não estar nem aí é fácil, com certeza as mães prefeririam não ter foto, mas ter filhos e pais gratos de verdade. E por enquanto, eu digo: Feliz dias das mães, à todas as mães esquecidas o ano inteiro e principalmente nessa data.

terça-feira, 28 de março de 2017

Tudo passa...

Já faz um tempo que sigo mudando, não sei se para melhor, só sei que ao final de cada etapa, de cada obstáculo me sinto em paz. Um turbilhão de emoções, angústias, ansiedades que se dissolvem no momento que as deixo ir. Isso mesmo, EU as deixo ir. Nada mais me faz segurar sentimentos que só me causam dor. Aprendi com a vida, que o tempo passa de um jeito ou de outro e cabe a nós decidirmos o que queremos. Aprendi a não mais sofrer por fatos passageiros, mas "pera lá", tudo é passageiro! Então por que sofrer? Viver a vida não é fácil, e quem falou que era? O que não dá é para sobreviver reclamando, questionando o que não nos cabe mudar. Aprendi com a vida, a vida mesmo, não a sobrevida, que não sou obrigada a nada, que quando algo não está bom, tenho duas opções, aceitar e me adaptar para ser feliz, porque muitas vezes sair da rotina, descobrir o desconhecido, também pode ser muito bom; ou então procuro um lugar onde eu possa ser o que tanto almejo. Não posso mudar o mundo nem ninguém, posso mudar apenas eu mesma, sem mimimi... Rir à toa, rir de si, rir de ti, rir contigo, sempre rir, rir é a base do sucesso, a chave da felicidade e a arma mais poderosa contra os piores inimigos...os intelectuais "sanos". E eu continuo aqui, com minha insanidade por conta da loucura que a vida nos prega, a mesma que nos impulsiona nesse mundo doido que amo e não reclamo, pois eu escolhi nascer.
E como já disse, tudo passa, e o que levarei comigo cabe a mim escolher!!!